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Crianças mortas em incêndio são sepultadas

Foram sepultados na manhã de hoje (10) os corpos dos irmãos Joaquim e Kauã, de três e seis anos, no Cemitério São José, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. Os irmãos morreram na madrugada do último dia 21, em um incêndio na casa onde moravam.

O pai e padrasto dos meninos, pastor George Alves, que está preso temporariamente no Centro de Detenção Provisória de Viana, não compareceu ao enterro por motivo de segurança. Familiares e amigos estiveram presentes para se despedir dos irmãos.

A mãe das crianças chegou cedo para dar o último adeus aos filhos. Juliana esteve o tempo toda escoltada por agentes da polícia, que estavam presentes para garantir a ordem.

A mãe dos meninos se desesperou durante o enterro e precisou ser amparada por amigos. No momento da descida do caixão, ela chorava muito. A pastora deixou o cemitério acompanhada por familiares e amigos da igreja.

Rainy, pai de Kauã, filho mais velho de Juliana, também estava muito abalado. Após o sepultamento, familiares e amigos dele fizeram orações e soltaram balões brancos.

Laudo médico

O laudo definitivo com a causa da morte das crianças ainda não foi finalizado, por isso a certidão de óbito dos meninos tem a informação de que a causa da morte das crianças é indeterminada. O documento teve que ser emitido com a observação “aguardando exame”, no campo do diagnóstico.

De acordo com os investigadores, essa informação seria necessária para o sepultamento dos meninos. Como ainda não há esse laudo definitivo, foi feita uma declaração de causa indeterminada. A causa da morte ainda está sendo analisada em laboratório e o resultado irá apontar se houve algum tipo de agressão antes do incêndio.

A tragédia

O incêndio aconteceu no dia 21 de abril na casa da família. No dia da tragédia, Juliana estava em um congresso com o filho mais novo. Seu esposo, pastor George Alves, e as duas crianças estavam em casa.

Em depoimento George informou que tentou salvar os meninos, mas não conseguiu. Na tentativa, teve os cílios queimados e lesões nos pés.

O pastor foi preso no dia 28 de abril acusado de atrapalhar as investigações. De acordo com os advogados que cuidam do caso, a decisão foi precipitada, já que George estava à disposição da polícia e não se recusou a prestar depoimento. Por motivo de segurança ele foi colocado em uma cela isolada.

Com informações de TV Gazeta


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