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Grupos extremistas islâmicos mataram 84 mil em 2017, indica relatório

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair desde que deixou a política vem se envolvendo no lançamento do Instituto para a Mudança Global, uma fundação de análise dos problemas do mundo.

No relatório publicado esta semana, chamado de “Extremismo Islâmico Violento: um problema global”, há um alerta sobre como a ameaça de militantes islâmicos está crescendo. A conclusão do levantamento é que a abordagem atual para enfrentamento é falha e faz-se necessária uma estratégia para “atacar as raízes do extremismo”.

Conforme destaca Blair, os governos precisam se concentrar mais na prevenção. O material de seu Instituto compilou uma série de informações e mostra que há 121 grupos islâmicos violentos operando no mundo. Dentre eles, os 92 “ativos” foram responsáveis ​​por mais de 84.000 mortes em 2017, principalmente na Síria, Iraque, Afeganistão, Somália e Nigéria.

O líder inglês lembra que o mundo gasta centenas de bilhões de dólares a cada ano em segurança para aeroportos e no contraterrorismo, mas apenas uma fração desse montante é investido em medidas para combater a ideologia por trás dos ataques.

“Medidas de segurança são vitais, mas apenas a segurança nunca será suficiente. Isso só retardará a violência”, disse Blair. “A menos que haja uma disposição para enfrentar o tema em profundidade, a ideologia do islamismo crescerá e, com isso, a violência. É hora de agir.”

Líder da Grã-Bretanha durante a invasão do Iraque, em 2003, ele reconheceu no passado que a intervenção foi responsável pela ascensão do Estado Islâmico, que até o ano passado controlava grandes áreas na Síria e no Iraque.

“O extremismo é global e crescente”, diz Blair. “Não começou com a Al Qaeda, nem terminará com a derrota do Estado Islâmico. É um movimento global, impulsionado por uma ideologia político-religiosa transnacional.”

O Monitor de Extremismo Global identifica ainda que a maioria dos grupos extremistas compartilham a raiz ideológica do movimento Irmandade Muçulmana, que já governou países como o Egito.

Durante o discurso do ex-primeiro-ministro britânico, ficou evidenciado que cerca de um quarto dos mortos, ou 21.923, eram civis. “Dois terços de todos os ataques foram contra civis em países de maioria muçulmana”, escreveu Blair. Isso mostra que os alvos não eram, sempre praticantes de outras religiões, algo que não pode ser ignorado.

Também segundo o relatório, 37 grupos exploraram o conceito islâmico de “martírio”, atraindo para suas fileiras pessoas dispostas a cometer ataques suicidas. Cento e oitenta e um homens-bomba foram identificados por nome no relatório.

Recomendações

Blair ofereceu conselhos aos que pretendem criar políticas de enfrentamento aos extremistas a nível global. Ele faz quatro recomendações principais aos que ocupam posições de poder:  reequilibrar os esforços contra o extremismo para se concentrar mais na prevenção; chegar a um acordo internacional para reformar a educação global para erradicar o preconceito religioso e promover a mente aberta; investir em estados frágeis onde o extremismo pode florescer; e apoiar os movimentos da sociedade civil que têm a intenção de promover coexistência. 

Com informações The National e Reuters


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Violência